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domingo, 16 de novembro de 2008

A RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

O professor, a princípio, é aquele que deve ensinar, transmitir o conhecimento, apresentar e interrogar o mundo. Já o aluno, é aquele que recebe o ensinamento, que deve ser iniciado nos caminhos do conhecimento, partilhando a memória cultural do seu grupo. Porém, isto tem ultrapassado estas barreiras, e o professor, hoje em dia, além de ensinar o aluno, ele também aprende muito com os seus alunos. Ele cria vínculos e passa a ter um relacionamento bom e agradável com os seus discentes. Este relacionamento passa a se tornar cada vez mais íntimo, cheio de afetividade humana, onde o professor passa inclusive a vivenciar os problemas dos seus alunos, e muitas vezes, ajudando a solucioná-los. No meu caso particular, que ministro aula para curso técnico e curso tecnólogo, vivo situações muito agradáveis na relação professor aluno. Muitos dos meus discentes são pessoas mais velhas, e muitas vezes, com mais experiência do que eu em diversos assuntos da disciplina. Mesmo assim, eles me respeitam muito, e depositam muita confiança em mim. Participam das aulas, contam experiências profissionais, tiram dúvidas, e construímos assim um relacionamento agradável. Incentivo aos alunos a ajudarem uns aos outros, criando neles o corporativismo e o trabalho em equipe, tornando assim, o ambiente de sala de aula um lugar agradável para se conviver. Algumas vezes, oriento meus alunos em diversos assuntos, tanto profissionais quanto particulares, pois em virtude da confiança depositada, eles pedem opiniões e acreditam nelas. Isto é muito gratificante, pois me esforço ao máximo para que este relacionamento chegue, de forma natural, a este ponto. Este relacionamento leva um certo tempo, mas é algo que marca muito a minha vida, pois cada semestre que passa são novas pessoas que entram e novamente, construiremos um novo relacionamento, com as suas particularidades, pois cada individuo tem as suas características.

A ESPECIFICIDADE DO TEMPO NA VIDA DO PROFESSOR

O tempo na vida do professor é uma experiência muito singular. A remuneração do professor é algo que é mensurável pelo número de aulas ministradas, porém o seu trabalho é algo imensurável, pois ele sempre estende o seu trabalho para fora da sala de aula. Além de ministrar a sua aula, é ainda possui muitos trabalhos extraclasse. Na escola onde leciono, existem certas atividades que são obrigadas a serem cumpridas pelos professores. O professor deve dar trabalhos para casa, deve dar trabalhos em sala de aula, elaborar provas mensais e provas bimestrais, onde estas já possuem um formato pré-estabelecido pela supervisão da escola. Além de elaborar, o professor ainda gasta tempo para corrigir estas atividades, o que não são poucas, pois as salas possuem uma média de quarenta alunos. Este é o trabalho que muitas vezes não é reconhecido, pois o professor o faz fora do ambiente escolar, ou seja, ficando em oculto, somente com o professor. Além destas atividades, o professor ainda tem que participar das outras atividades escolares, como gincanas, encontros de professores, feiras culturais, reuniões de coordenações, entre outras.
Muitos professores ainda são obrigados a completar a sua carga horária dando aula em diversas instituições, estendendo ainda mais o seu trabalho extraclasse, tornando a sua vida em grande corre-corre entre escolas e salas de aula. O seu tempo de trabalho e não-trabalho muitas vezes se misturam, se perdendo no fluir do cotidiano. Sendo assim, essas situações nos levam a ver que o desgaste profissional é intenso, e o professor, merece ser tratado e visto como um sujeito sócio-cultural diferente, que tem necessidades especiais, devendo ser respeitado, tanto pelos alunos, pela sociedade, pelo Estado e pelas diversas instituições escolares espalhadas pelo nosso país.